
O governo federal informou na manhã desta segunda-feira (11) que as ações de combate ao garimpo ilegal deixaram um prejuízo de R$ 477 milhões aos criminosos que atuavam no Território Indígena Yanomami. O dado se refere ao período de 2023 a 2025 e contabilizam as ações de combate, fiscalização e apoio humanitário. Ao todo, foram 6.425 operações neste período.
As ações feitas no Território Indígena Yanomami são coordenadas pela Casa Civil da Presidência da República em conjunto a vários órgãos federais. A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, defende a importância das medidas permanentes e do diálogo com as lideranças indígenas.
Redução do garimpo ilegal
Segundo o governo, o cerco às rotas e a infraestrutura do garimpo ilegal diminuiu em 98% a presença dos criminosos na região. Desde o início da força-tarefa, foram destruídos 627 acampamentos, 207 embarcações, 101 balsas e 29 aeronaves, além de inutilizados mais de 112 mil litros de diesel e 12 mil litros de gasolina. As forças federais também eliminaram 59 pistas de pouso clandestinas.
O governo federal também tenta ampliar a presença do Estado na região. São esperados, por exemplo, a criação do polo de saúde em Surucucu, o Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana e o Centro de Atendimento Integrado à Criança Yanomami e Ye’kwana.
Danos ambientais
O avanço do garimpo aumentou os casos de malária, causou picos de Covid-19 em comunidades isoladas, contaminação por mercúrio, conflitos e violência sexual. “A presença dos invasores afastou a fauna, dificultando a caça e pesca tradicionais, enquanto o mercúrio contaminava os rios, elevando a desnutrição”, diz o governo.


