
Sidney Oliveira, proprietário da rede Ultrafarma, conseguiu uma vitória judicial nesta sexta-feira (22), quando o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu habeas corpus e decidiu suspender a exigência de pagamento de fiança no valor de R$ 25 milhões. O empresário havia sido condenado a pagar essa quantia como uma das condições impostas para sua liberdade, após ser preso na semana anterior.
Entre as outras medidas cautelares, Oliveira também foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, entregar seu passaporte e comparecer mensalmente ao tribunal. Ele também foi proibido de frequentar a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, salvo quando convocado.
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Investigações de fraude fiscal
O caso de Sidney Oliveira está ligado a um esquema de manipulação de créditos fiscais investigado pelo MPSP.
Artur Gomes da Silva, ex-auditor fiscal da Receita Federal, é apontado como intermediário, recebendo propina para antecipar créditos de ICMS-ST em benefício de empresas como Ultrafarma e Fast Shop. De acordo com as investigações, a empresa ligada ao fiscal, Smart Tax, teve um crescimento patrimonial impressionante, saltando de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões entre 2023 e 2025.
Além disso, os créditos obtidos ilegalmente foram vendidos a outras empresas, como a Rede Nos, dona das lojas Oxxo e Kalunga. O Ministério Público apura se essas empresas estavam cientes da origem dos créditos. O caso levou à prisão temporária dos diretores das empresas envolvidas, que foram liberados três dias depois.


