
A reportagem afirma que o presidente Donald Trump aprovou autorização para que agências de inteligência dos EUA e o Departamento de Guerra auxiliem a Ucrânia nos ataques.
Alvos da operação incluiriam infraestruturas energéticas russas, como refinarias, oleodutos e usinas, o que poderia prejudicar exportações de petróleo e combustíveis. Trump tem criticado a Índia e países europeus por comprarem esses produtos.
Segundo o Wall Street Journal, os EUA ainda irão tomar uma decisão sobre o envio de mísseis de longo alcance, como o Tomahawk — capaz de atingir alvos a até 2.500 km de distância. Com esse modelo, as forças ucranianas poderiam atacar pontos em quase todo o território russo.
A reportagem afirma que a inteligência, combinada com armas mais potentes, poderia causar danos maiores à infraestrutura energética russa e paralisar defesas aéreas.
Na segunda-feira (29), a Rússia afirmou que o envio de mísseis de longo alcance para a Ucrânia representaria uma escalada no conflito. O presidente Vladimir Putin disse que poderia atacar instalações militares de países que fornecerem mísseis para os ucranianos.
"E ninguém os protegerá. Nem Trump, nem [o enviado especial dos EUA Keith] Kellogg, nem ninguém mais", afirmou ele.
O auxílio aprovado por Trump à Ucrânia representa mais um movimento do presidente dos EUA contra a Rússia. Nas últimas semanas, ele tem afirmado que se decepcionou com Putin e mudou a retórica sobre a guerra na Ucrânia.
Em 23 de setembro, após reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Trump disse em rede social que a Ucrânia pode recuperar todo o território perdido desde o início da guerra.
"Depois de conhecer e compreender totalmente a situação militar e econômica da Ucrânia e da Rússia, e de ver os problemas econômicos que isso está causando à Rússia, acredito que a Ucrânia, com o apoio da União Europeia, está em posição de lutar e recuperar todo o território em sua forma original", escreveu.
Trump afirmou que a Rússia enfrenta graves problemas econômicos e defendeu que este é o momento para a Ucrânia agir. Ele acrescentou que os Estados Unidos continuarão a fornecer armas à Otan para que os países da aliança usem "como quiser".


