
"Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras", escreveu o brasileiro.
A coversa entre os dois foi o primeiro encontro presencial desde uma rápida conversa durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, e ocorre na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os Estados Unidos e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que Lula afirmou não haver assunto proibido e que o Brasil pediu para o tarifaço ser suspenso durante as negociações.
Vieira; o assessor do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa; e Audo Faleiro, diplomata da equipe do assessor especial da presidência Celso Amorim, acompanham a conversa ao lado de Lula. Do lado americano, estavam o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o representante do Comércio, Jamieson Greer.
Na primeira parte do encontro, Lula e Trump falaram com os jornalistas por cerca de 10 minutos.
Questionado se os Estados Unidos reduziriam as tarifas sobre o Brasil, Trump indicou:
— Vamos discutir isso por um tempo. Sabemos o que cada um quer.
Trump afirmou ainda ser uma honra estar com o presidente do Brasil e que provavelmente eles fariam "alguns bons acordos".
Perguntado sobre Jair Bolsonaro, o presidente norte-americano disse que "se sente mal" pelo que o ex-presidente brasileiro passou, mas não respondeu se o assunto iria ser discutido no encontro.
Segundo um integrante da delegação brasileira, Lula disse a Trump que o julgamento seguiu o devido processo legal e que a aplicação de sanções a autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF) era injusta.
Lula, por sua vez, disse que tinha uma pauta extensa para discutir com Trump e que não havia motivos para desavença entre EUA e Brasil.
"Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos", afirmou o petista.
No sábado, Lula disse que convidaria Trump para comer um "pedacinho de bolo" em comemoração ao seu aniversário. O petista completará 80 anos na próxima segunda-feira (27).
"Eu acho que ele pode comer um pedacinho de bolo", disse o petista em fala à imprensa.


