
Pela primeira vez, a Conferência das Partes (COP), principal fórum de deliberação sobre a agenda climática global, será realizada no Brasil — e no coração da Amazônia. O encontro que começa nesta segunda-feira tem a expectativa de reunir cerca de 60 mil pessoas em Belém. A previsão é de que as agendas durem até 21 de novembro, mas há a possibilidade de esticar o evento se as negociações empacarem. (saiba mais no link ao fim desta reportagem)
Além disso, é comum que países se organizem em grupos e coalizões, por questões territoriais ou de pautas específicas. Existe, por exemplo, a G77, que une nações em desenvolvimento.
As negociações de uma COP servem para alinhar os interesses globais em torno de objetivos concretos, como metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, mecanismos de financiamento de projetos climáticos, transição para economia de baixo carbono e outros pactos globais. A presidência da COP prioriza os temas, define objetivos e molda as discussões.
Debate técnico e acordos
A primeira semana das COPs costuma ser reservada a debates mais técnicos, enquanto a segunda concentra encontros políticos e assinaturas de acordos. O terreno já veio sendo preparado desde a cúpula de líderes, que ocorreu nas últimas quinta e sexta-feira.


