
Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) desencadeou mais uma etapa da Operação Sem Descontos, que apura desvios em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) feitos por associações, confederações e sindicatos, o que resultou na prisão de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do órgão.
As investigações — realizadas pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) — revelaram um esquema criminoso para realizar desvios em benefícios, sem a devida autorização dos segurados. As fraudes — que incluíam filiações indevidas de aposentados e pensionistas a entidades, com desconto indevidos de mensalidades associativas — podem ter desviado R$ 6,3 bilhões.
Por conta disso, o INSS está devolvendo os valores descontados indevidamente dos segurados de 2020 a 2025.
A operação de hoje
A operação desta quinta-feira cumpre 63 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares em 15 estados e no Distrito Federal. As ações ocorrem no Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além de Brasília.
Stefanutto é alvo de um dos dez mandados de prisão. Segundo a TV Globo, outro preso seria Ahmed Mohamad Oliveira, ex-ministro da Previdência Social durante o governo Bolsonaro.
Os investigados podem responder pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.


