Esquema de fabricação e comércio ilegal de armas no Rio e no Paraná é investigado pela Polícia Civil

Ação mira esquema que produzia e vendia armas e munições de forma ilegal, com uso de transportadoras privadas para envio clandestino

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para desarticular uma estrutura voltada à fabricação artesanal e ao comércio irregular de armas de fogo, munições e acessórios bélicos. A ação é coordenada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e conta com o apoio da Polícia Civil do Paraná. As diligências acontecem nos dois estados e têm como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão.

 

Ainda em curso, a operação, até o momento, resultou na apreensão de armamentos — como fuzis e pistolas — munições e até um lança-rojão. Um Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi descoberta uma fábrica de armas ilegal. Duas pessoas foram presas em flagrante, sendo uma delas um militar aposentado, encontrado em sua casa, em Curitiba. No endereço também foram encontradas armas, grande quantidade de munições e equipamentos usados para a fabricação do armamento artesanal. As informações são da TV Globo.

As equipes estão nas ruas para cumprir 17 mandados de busca e apreensão, em endereços de Curitiba, no Paraná, e em cidades da Baixada Fluminense e da Região Serrana, no Rio de Janeiro.

Conforme a corporação, a investigação iniciou a partir da análise técnica de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em uma fase anterior da operação. O material foi submetido à perícia digital, e o conteúdo analisado revelou um expressivo volume de comunicações, trocas de arquivos e registros audiovisuais. Esses dados demonstraram negociações frequentes e sistemáticas de artefatos bélicos de uso permitido e restrito, além de insumos utilizados na recarga e montagem de munições.

Durante as apurações, os agentes identificaram relações estáveis entre fabricantes, intermediários e compradores. O grupo atuava na produção de munições de calibres diversos e na comercialização de fuzis e metralhadoras de fabricação artesanal.
 

As mensagens interceptadas e registros financeiros indicam lucros que variavam entre 100% e 150%, além do uso de transportadoras privadas para o envio clandestino do material. Segundo as investigações, havia orientações expressas sobre a dissimulação do conteúdo e a ocultação da identidade dos remetentes.

Os policiais também descobriram a existência de pontos de fabricação e armazenamento, onde eram mantidos ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos de recarga. Parte das armas produzidas ou adquiridas irregularmente era distribuída a terceiros, sem qualquer controle.