
Apesar dos avanços socioeconômicos registrados no Brasil nas últimas décadas e da presença de municípios com excelentes índices de desenvolvimento, uma parte do país ainda enfrenta sérios desafios em áreas fundamentais, como saneamento básico, segurança pública, habitação e acesso a serviços essenciais.
Segundo o Índice de Progresso Social (IPS) — que avalia a qualidade de vida nas cidades a partir de indicadores sociais, ambientais e de bem-estar — diversas localidades da região Norte e parte do Centro-Oeste figuram entre as que apresentam os piores desempenhos do país.Entre os problemas mais comuns encontrados nessas cidades estão a ausência de saneamento básico, a dificuldade de acesso à água potável, escassez de serviços de saúde, falhas no transporte público e elevadas taxas de criminalidade. Em muitos casos, o isolamento geográfico, a baixa densidade populacional e a dependência de economias pouco diversificadas também contribuem para o baixo desempenho no ranking.
As cidades com os piores resultados no IPS
A seguir, a lista de municípios que ficaram nas últimas posições do Índice de Progresso Social, revelando um panorama de fortes desigualdades regionais:- Uiramutã (RR)
- Alto Alegre (RR)
- Trairão (PA)
- Bannach (PA)
- Jacareacanga (PA)
- Cumaru do Norte (PA)
- Pacajá (PA)
- Uruará (PA)
- Portel (PA)
- Bonfim (RR)
Grande parte dessas cidades está localizada na Região Norte, especialmente nos estados do Pará, Roraima e Amazonas — áreas que historicamente enfrentam desafios logísticos e limitações estruturais que dificultam a oferta de serviços públicos de qualidade.
Por que essas regiões têm resultados tão baixos?
Especialistas apontam que fatores como distâncias extensas, dificuldade de integração viária, presença de comunidades rurais isoladas, além de problemas relacionados à grilagem, conflitos fundiários e exploração irregular de recursos naturais, contribuem para a falta de desenvolvimento sustentável nesses municípios.
Outro ponto crucial é a baixa capacidade financeira e administrativa dessas prefeituras, que muitas vezes dependem quase exclusivamente de transferências federais para manter serviços básicos funcionando.


