Região do Brasil sofre com aumento de temperatura

No entanto, não bastassem os discursos, existem dados que evidenciam o problema em variadas regiões do Brasil. Uma delas é o Pantanal.

 A Conferência do Clima de 2025 ocorreu no Brasil, em Pará, e reforçou a importância dos governos se preocuparem com o meio ambiente. No entanto, não bastassem os discursos, existem dados que evidenciam o problema em variadas regiões do Brasil. Uma delas é o Pantanal.

Segundo o MapBiomas, a temperatura de Pantanal aumentou em 1,9 °C nos últimos 40 anos. Na média, representa um crescimento de 0,47°C por década. Os números não parecem expressivos, porém, por se tratar da temperatura de uma região, vale muito a preocupação.

Em 2024, por exemplo, a temperatura média de Pantanal ficou acima do limite do Acordo de Paris em 1,8°C. O aumento, porém, é só uma das consequências do agravamento do aquecimento global nos últimos anos. Além disso, é possível observar a redução de 314 mm na precipitação e 205 dias de seca da Bacia do Alto Paraguai.

O Pantanal é um dos biomas, abaixo da Amazônia, que mais sofrem desmatamento e, consequentemente, consequências do agravamento do aquecimento global. A Amazônia, a nível de comparação, perdeu 52 milhões de hectares de vegetação –  13% da área original.

O MapBiomas Atmosfera é fundamental na transparência de informações sobre alterações climáticas e o planejamento de intervenções. Os dados são de fácil acesso para identificar o aumento de temporada e a correlação com o desmatamento em diversas regiões do Brasil.

Resultados da COP30

A Convenção do Clima em Belém reforçou o compromisso com o Acordo de Paris para uma transição de décadas, desde 1992, para uma fase de transformações reais. Entre os principais pontos que houve consenso de quase 200 países, estão:

  • Lançamento de um Acelerador de Implementação Global
  • Triplicação do financiamento para adaptação
  • Criação do Mecanismo de Belém para a Transição Global Justa
  • Adoção de indicadores voluntários para medir avanços na construção de resiliência
  • Lançamento do Programa de Implementação de Tecnologia (TIP)
  • Adoção do novo Plano de Ação sobre Gênero e Clima
  • Lançamento de sequência de diálogos sobre comércio internacional e clima
  • Lançamento de um programa de trabalho de dois anos sobre financiamento climático
  • Reconhecimento da importância da atuação das cidades e dos estados e municípios nas ações de combate à mudança do clima