
Durante uma mensagem de fim de ano, o ditador norte-coreano Kim Jong-un elogiou a “aliança invencível” com a Rússia.
Em sua fala, ele também exaltou os soldados que lutam com seus aliados na guerra da Ucrânia, parabenizando-os por uma suposta defesa heroica da honra da nação, na luta ao lado do “povo russo irmão” — além de insinuar que ações no exterior poderiam ocorrem em 2026.
Segundo órgãos de inteligência da Coreia do Sul, o país ao norte enviou soldados para o conflito em troca de ajuda financeira e tecnologia militar, e de suprimentos de alimentos e energia russos.
Desta forma, o fim da guerra não seria interessante para Kim Jong-un, explica Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (1º).
“Para eles, o fim do conflito é péssimo, porque diminui a capacidade de troca com os russos, e os russos precisam do máximo de homens possíveis, tendo em vista que já há uma dificuldade de manter soldados em todos os territórios do conflito. Então, na prática, a Coreia do Norte está tentando mostrar e dar mais gás ao próprio conflito. Nessa visão, apenas ela ganha”, pontua.
O professor ainda enfatiza que, além da Rússia, outros conflitos internacionais podem ser proveitosos para Pyongyang. Ele cita como exemplo o Irã e até em uma futura guerra na Venezuela, já que esses dois países que possuem ligações com a ditadura norte-coreana e poderiam fazer negociações similares.


