
A China mantém o maior volume de reservas internacionais do planeta, com US$ 3,3 trilhões, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgados em 2025. Em segundo lugar está o Japão, com US$ 1,2 trilhão. O Brasil ocupa a 9ª posição, com US$ 346,4 bilhões, consolidando-se entre os dez países com maior “colchão” externo do mundo.
O papel das reservas no Brasil
No caso brasileiro, a gestão das reservas é responsabilidade do Banco Central. De acordo com a instituição, o o objetivo é garantir proteção diante de turbulências internacionais, como choques no mercado de câmbio ou crises financeiras globais. Em casos de de instabilidade, o volume acumulado assegura que o país tenha dólares suficientes para honrar compromissos comerciais e financeiros.
Dados do Banco Central mostram que o Brasil mantém reservas há mais de 50 anos. Pelos números do FMI, que excluem o ouro da contabilidade, o país soma US$ 346,4 bilhões.
Já os dados do BC, que incluem o metal, apontavam US$ 329,73 bilhões ao fim de 2024, abaixo dos US$ 355,03 bilhões registrados no final de 2023. A redução ocorreu, segundo relatório da autoridade monetária, devido a operações de venda de dólares realizadas no mercado interno no último trimestre de 2024. Informações mais recentes indicam que, em março deste ano, as reservas estavam em US$ 336,157 bilhões.
O ranking também revela um movimento geopolítico interessante. Entre os dez países com maiores reservas estão três integrantes do BRICS: China, Índia e Brasil.
Além disso, seis das dez economias listadas estão na Ásia ou diretamente ligadas à dinâmica asiática, como Hong Kong e Singapura. O dado evidencia o crescente peso do continente no sistema financeiro global e reforça a centralidade das economias emergentes na reorganização da ordem econômica internacional.
Ranking dos 10 países com maiores reservas internacionais (FMI)
- China — US$ 3,3 trilhões
- Japão — US$ 1,2 trilhão
- Suíça — US$ 794,9 bilhões
- Índia — US$ 574,5 bilhões
- Rússia — US$ 442,5 bilhões
- Arábia Saudita — US$ 436,5 bilhões
- Hong Kong — US$ 425,4 bilhões
- Coreia do Sul — US$ 414,0 bilhões
- Brasil — US$ 346,4 bilhões
- Singapura — US$ 344,5 bilhões


