Assentamento Monte Sinai pode ter área reconhecida para regularização fundiária

Reconhecimento de interesse social abre caminho para legalizar área ocupada há anos na zona rural

Mais de 300 famílias que vivem no Assentamento Monte Sinai, na comunidade Lagoa Azul Chácara, zona rural de Cuiabá, podem estar mais perto de ter o documento definitivo da terra onde moram e produzem. Está tramitando na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, um Projeto de Decreto Legislativo que reconhece a área como de utilidade pública e interesse social, passo necessário para iniciar a regularização fundiária.

Na prática, isso significa que o Estado poderá dar andamento ao processo de medição dos lotes, cadastro das famílias e, ao final, emitir os títulos de propriedade. Com a documentação em mãos, os moradores passam a ter segurança jurídica sobre a terra — o que permite, por exemplo, acessar crédito rural, investir na produção agrícola e até valorizar o imóvel.

Hoje, apesar de o assentamento já contar com energia elétrica, transporte escolar, internet e abastecimento de água, muitas famílias ainda vivem sem a escritura definitiva. A proposta prevê que o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) conduza as etapas técnicas e jurídicas da regularização.

Na justificativa, o autor do projeto, deputado Max Russi (PSB), afirma que a regularização é um instrumento para garantir direitos básicos às famílias. “A regularização fundiária é um instrumento essencial de política pública voltado à promoção da dignidade humana”, argumenta.

O texto também destaca que o processo deverá respeitar a legislação federal e ambiental, incluindo a Lei nº 13.465/2017.

Se aprovado, o decreto entra em vigor na data da publicação e autoriza formalmente o início da regularização do assentamento.