Corregedoria apura falha que pode ter levado à soltura de acusado de matar a irmã em Cuiabá

Investigação interna busca esclarecer se erro humano contribuiu para a liberação do suspeito

 A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instaurou procedimento administrativo para apurar as circunstâncias que resultaram na soltura de um homem acusado de matar a própria irmã, crime ocorrido na noite de quarta-feira (11.03), em Cuiabá.  De acordo com informações preliminares, a investigação foi aberta após a identificação de uma possível falha humana durante a consulta de informações no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), sistema utilizado pelo Judiciário para controle de mandados de prisão e outras medidas judiciais.

O caso envolve a adolescente Estefani Pereira Soares, 17 anos, encontrada morta nas proximidades de um córrego no bairro Três Barras, em Cuiabá, na noite de quarta-feira (11.03), após desaparecer no dia anterior. O principal suspeito o irmão da vítima, Marcos Pereira Soares, que foi preso ainda na noite de quarta (11), na avenida Brasil, no bairro CPA II, em Cuiabá. Leia matéria relacionada - Adolescente é encontrada morta em córrego; irmão é o principal suspeito

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De acordo com informações preliminares, a análise inicial apontou que o suspeito possuía dois Registros Judiciais Individuais (RJI) vinculados ao nome dele no sistema. A duplicidade pode ter provocado inconsistências na verificação das informações processuais durante a consulta no BNMP.

Segundo a Corregedoria, até o momento não há indícios de falha no funcionamento do sistema. A investigação interna busca esclarecer se houve erro na conferência dos dados ou outro fator que possa ter contribuído para a liberação do suspeito.

O procedimento administrativo deverá detalhar como ocorreu a consulta das informações no sistema, além de verificar eventuais responsabilidades no processo de checagem dos dados. A Corregedoria informou ainda que acompanhará o andamento da apuração e adotará as medidas cabíveis, respeitando o devido processo legal.