Preços altos e racionamentos: crise dos combustíveis já impacta a rotina pelo mundo

Consumidores de diversos países em ambos os continentes já sentem o peso no bolso e enfrentam longas filas para abastecer

 crise global de combustíveis, agravada pela guerra envolvendo a Rússia, já provoca efeitos em diferentes partes do mundo. Países da Ásia e da Europa enfrentam aumento de preços, escassez e até racionamento para conter o impacto econômico.

 

Nas Filipinas, motoristas já sentem o peso no bolso. O custo para encher o tanque mais que dobrou nas últimas semanas, levando o governo a decretar estado de emergência.

 

No Camboja, que importa cerca de 95% do combustível que consome, o cenário é semelhante: menos oferta e preços mais altos. Já em Bangladesh, a situação é ainda mais crítica, com postos fechados por falta de combustível.

 

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Na Índia, motoristas enfrentam longas filas para abastecer. "Já são cinco dias assim", relatou um consumidor afetado pela escassez.

 

Sri Lanka decretou feriado semanal às quartas-feiras para reduzir a circulação de veículos e economizar combustível. No Paquistão, eventos esportivos passaram a ocorrer sem público para limitar deslocamentos.

 

Entre as economias mais desenvolvidas, o Japão anunciou uso de reservas estratégicas e subsídios para diesel e gasolina. Já a Coreia do Sul lançou campanhas para reduzir o consumo de energia, incluindo o uso de carros e até o tempo de banho.

 

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A Europa também enfrenta racionamento. Na Eslovênia, motoristas de carros particulares podem abastecer no máximo 50 litros por dia.

 

No Reino Unido, autoridades anunciaram um plano de contingência para conter a alta de preços e evitar especulação em diversos setores da economia. A ministra das Finanças, Rachel Reeves, afirmou que, embora o país não esteja diretamente envolvido no conflito, os impactos econômicos são inevitáveis.

 

A Europa reduziu a compra de gás e petróleo da Rússia, um dos principais fornecedores globais. Com isso, o Oriente Médio passou a ser visto como alternativa — mas a instabilidade geopolítica também afeta essa região, pressionando ainda mais os preços e a oferta mundial.