Fazendeiro é investigado por desmate ilegal no Pantanal

Derrubada de vegetação nativa em assentamento pode gerar responsabilização e recuperação obrigatória

 Um desmatamento ilegal dentro do bioma Pantanal, em área de assentamento rural em Mato Grosso, virou alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), que instaurou inquérito civil para apurar responsabilidades e exigir a recuperação ambiental da área degradada.

A investigação foi aberta após a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) apontar a derrubada de 5,5 hectares de vegetação nativa sem autorização, na zona rural de Cáceres (a 220 km de Cuiabá).

Segundo a portaria assinada pelo procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, o dano ambiental ocorreu em sítio localizado no Assentamento Paiol, área vinculada ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

De acordo com os documentos técnicos que embasaram a investigação, o desmatamento foi feito a corte raso — prática considerada uma das mais agressivas ao meio ambiente — e sem qualquer licença do órgão ambiental competente.

Por se tratar de área inserida em projeto de assentamento federal, o caso passa a ser de competência do MPF, que busca não apenas responsabilizar o autor, mas também garantir a recomposição integral da vegetação nativa.

O responsável pela área, identificado como R.S.O, será notificado para apresentar defesa no prazo de 15 dias úteis. Paralelamente, o MPF também solicitou informações ao Incra sobre a situação do lote e eventual autorização para intervenções no local.

Além disso, o órgão avalia a possibilidade de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que pode obrigar o investigado a recuperar a área degradada por meio de um plano técnico de recomposição ambiental.