Trégua de 10 dias no Líbano começa sob tensão após bombardeios deixarem mortos minutos antes do cessar-fogo

Ataques israelenses em Tiro matam ao menos 13 pessoas às vésperas da pausa de ofensivas; acusações de violações mantêm clima de incerteza na região

Minutos antes da entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, mediado pelos Estados Unidos, bombardeios israelenses na cidade de Tiro, no sul do Líbano, deixaram ao menos 13 mortos e dezenas de feridos. A trégua, que começou na noite da última quinta-feira, já enfrenta questionamentos. O Exército libanês acusa Israel de violar o acordo, enquanto o grupo xiita afirma estar pronto para reagir a qualquer ataque. Em meio à tensão, civis deslocados enfrentam dificuldades para retornar às suas casas, e forças militares dos dois lados mantêm posições na região.

Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio organizados pelo EXTRA:

 

  • Ao menos 13 mortos no Líbano minutos antes da trégua

 

Pelo menos 13 pessoas morreram em bombardeios israelenses na cidade libanesa de Tiro poucos minutos antes da entrada em vigor da trégua na noite de quinta-feira, informou nesta sexta-feira à AFP um funcionário local.

Outras 35 pessoas ficaram feridas e as equipes de resgate procuram "15 desaparecidos".

 

  • Hezbollah diz que tem "o dedo no gatilho" em caso de violação da trégua por Israel

 

O grupo libanês pró-iraniano Hezbollah afirmou que seus combatentes têm "o dedo no gatilho" caso Israel viole a trégua de 10 dias que entrou em vigor durante a noite.

 

  • Líbano acusa Israel de violar o cessar-fogo

 

O Exército do Líbano acusou Israel de cometer "atos de agressão" e bombardeios em violação da trégua, enquanto o Hezbollah anunciou ter atacado soldados israelenses em resposta.

 

  • Engarrafamentos para acessar o sul do Líbano

 

Jornalistas da AFP observaram grandes engarrafamentos na única ponte que ainda permite atravessar o rio Litani para acessar o sul do Líbano. Os motoristas aguardam durante horas com a esperança de voltar para casa após a entrada em vigor do cessar-fogo.

O Exército israelense, no entanto, advertiu que mantém sua presença na região e pediu à população que não retorne para suas residências. O Exército libanês também pediu aos deslocados que não retornem para suas casas.

 

 

  • Emissora Iran International foi alvo de tentativa de incêndio em Londres

 

Três britânicos foram indiciados por tentativa de incêndio nas instalações do canal de televisão em persa Iran International em Londres, informou a polícia.

 

  • Fórum diplomático na Turquia

 

A Turquia organiza, a partir desta sexta-feira, um fórum diplomático que contará, entre outros, com a participação do primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, no momento em que Islamabad intensifica os esforços de mediação para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio.

Representantes de mais de 150 países devem participar do evento, incluindo mais de 20 chefes de Estado e de Governo.

 

  • Petroleiro sul-coreano evita Estreito de Ormuz e opta pelo Mar Vermelho

 

Um petroleiro sul-coreano transitou pelo Mar Vermelho, algo inédito desde o início do bloqueio do Estreito de Ormuz no contexto da guerra no Oriente Médio, anunciou Seul.

 

  • Petróleo em queda

 

Os preços do petróleo estão em queda nesta sexta-feira. O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, recuava 3,03%, a 91,82 dólares. O barril de Brent do Mar do Norte, referência mundial, cedia 2,41% a 96,99 dólares.

 

  • Trump afirma que Irã concordou em entregar reservas de urânio enriquecido

 

O presidente americano Donald Trump afirmou que o Irã concordou em entregar suas reservas de urânio enriquecido, uma das exigências de Washington para alcançar um acordo com Teerã.

 

"Eles aceitaram nos devolver o 'pó' nuclear", disse Trump a jornalistas na Casa Branca, em referência ao urânio enriquecido que os Estados Unidos afirmam que poderia ser utilizado para fabricar armas nucleares.

 

  • Encontro entre Israel e Líbano na Casa Branca em "quatro ou cinco dias"

 

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, visitarão a Casa Branca para uma reunião conjunta com Donald Trump nos próximos dias, anunciou o presidente americano.