
A nova fase da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis irregularidades em contratos e licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre 2019 e 2023, começou nesta quarta-feira (06.05) com foco nos relatórios produzidos pela Controladoria Geral do Estado (CGE). Antes da oitiva, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou que a comissão quer esclarecer se os auditores tinham conhecimento de possíveis fraudes, superfaturamentos e pagamentos sem cobertura contratual durante o período investigado, incluindo os anos da pandemia da Covid-19.
Segundo o parlamentar, a primeira etapa da CPI foi dedicada ao recebimento e análise de documentos encaminhados pelos órgãos de controle. Agora, a comissão inicia o ciclo de oitivas com ex-controladores e auditores responsáveis por relatórios, pareceres e recomendações técnicas sobre as movimentações financeiras da SES.
“Queremos saber se eles tinham conhecimento de que houve fraudes, houve superfaturamentos, houve pagamentos a mais, houve pagamentos sem contratos, sem licitações”, declarou Wilson.
Nesta quarta, foram convocados o ex-controlador-geral do Estado Emerson Hideki Hayashida, além dos auditores Bruno e Nick. Outros dois auditores devem ser ouvidos na próxima semana, encerrando a fase de depoimentos ligados à CGE.
De acordo com Wilson Santos, após as oitivas dos auditores, a CPI passará a ouvir procuradores da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que emitiram pareceres sobre os contratos da Saúde no período investigado. Em seguida, serão convocados delegados e outros agentes públicos envolvidos nas apurações.
O deputado ressaltou que os documentos recebidos ainda estão em fase de análise devido ao grande volume de informações reunidas pela comissão. “São milhares, dezenas de milhares de documentos e estão sendo analisados. Temos acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado, procurador da Assembleia e advogados do gabinete”, afirmou.
Wilson também confirmou que novos requerimentos de convocação devem ser aprovados ainda nesta etapa da CPI, ampliando o número de pessoas ouvidas nas investigações.


