Chegada do El Niño é confirmada nos EUA e especialistas monitoram risco de fenômeno recorde

A confirmação ocorre após meses de observação do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que caracteriza o início do evento.

A chegada do fenômeno climático El Niño foi oficialmente confirmada pela National Oceanic and Atmospheric Administration, agência responsável pelo monitoramento climático dos Estados Unidos. A confirmação ocorre após meses de observação do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que caracteriza o início do evento.

Agora, a principal questão entre meteorologistas e cientistas do clima é determinar a intensidade que o fenômeno poderá atingir nos próximos meses. Modelos climáticos apontam a possibilidade de um episódio forte, levantando dúvidas sobre a chance de o atual El Niño alcançar níveis próximos aos maiores já registrados.

O fenômeno ocorre quando as temperaturas da superfície do mar no Pacífico Equatorial ficam acima da média por um período prolongado. Essa alteração influencia a circulação atmosférica global e pode provocar mudanças significativas nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.

No Brasil, os efeitos costumam variar conforme a região. Historicamente, episódios de El Niño favorecem chuvas acima da média na Região Sul, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Também há tendência de temperaturas mais elevadas em diversas localidades do país.

Especialistas alertam que um El Niño de grande intensidade pode impactar setores estratégicos, como agricultura, energia, recursos hídricos e transporte. A ocorrência de eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas, também tende a se tornar mais frequente durante esses períodos.

De acordo com a NOAA, o monitoramento continuará ao longo dos próximos meses para avaliar a evolução das condições oceânicas e atmosféricas. Os dados coletados serão fundamentais para indicar se o fenômeno permanecerá em níveis moderados ou se poderá atingir patamares históricos.

A confirmação do El Niño já mobiliza governos, produtores rurais e órgãos de defesa civil em diversos países, que acompanham atentamente as previsões para se preparar diante dos possíveis impactos provocados por um dos mais importantes fenômenos climáticos do planeta. 

Mesmo quando são considerados fracos ou moderados, esses eventos acontecem em um mundo aquecido e acabam aumentando o risco de extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Veja:

 

  • 2006–2007: El Niño fraco a moderado.
  • 2009–2010: El Niño moderado.
  • 2014–2016: El Niño muito forte, ligado a recordes de calor e extremos mais frequentes.
  • 2018–2019: El Niño fraco a moderado, mais curto e com impactos mais limitados.
  • 2023–2024: El Niño forte, um dos mais intensos já registrados, associado a novos recordes de calor.
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"Há 63% de probabilidade de um El Niño muito forte durante o período de novembro a janeiro, que se classificaria entre os maiores eventos El Niño já registrados historicamente, desde 1950", afirma a NOAA.