EUA e Irã fecham acordo de paz, mas reabertura do Estreito de Ormuz deve levar semanas

Canais diplomáticos estipulam prazo de até um mês para normalizar o tráfego marítimo na região; discussões nucleares continuarão.

 Washington/Teerã – Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de paz que põe fim a meses de tensão e confrontos no Oriente Médio. O entendimento prevê um cessar-fogo entre as partes e abre caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. No entanto, autoridades indicam que a normalização da passagem não será imediata.

A assinatura oficial do acordo está prevista para os próximos dias, e a implementação das medidas dependerá do cumprimento de etapas de segurança e monitoramento definidas pelas duas nações. Segundo representantes iranianos, a retomada completa da navegação comercial pode levar até 30 dias após a formalização do tratado.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é responsável pela passagem de aproximadamente um quinto de todo o petróleo comercializado globalmente por via marítima. Durante o período de instabilidade, o tráfego de embarcações na região foi reduzido, gerando preocupação nos mercados internacionais e pressionando os preços da energia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo representa um passo importante para a estabilidade regional e para a segurança do comércio global. O governo americano também sinalizou medidas para reduzir restrições impostas ao Irã como parte do processo de pacificação.

Especialistas, contudo, alertam que a reabertura da rota exige garantias de segurança para navios comerciais e a remoção de potenciais riscos à navegação. Além disso, o acordo prevê novas rodadas de negociações sobre temas sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano e o eventual alívio de sanções econômicas.

A notícia foi recebida com otimismo pelos mercados financeiros, que veem no entendimento uma oportunidade para reduzir a volatilidade dos preços do petróleo e fortalecer a estabilidade econômica global. Ainda assim, analistas ressaltam que o sucesso do acordo dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por ambas as partes.

Caso as etapas previstas sejam concluídas sem contratempos, a expectativa é que o Estreito de Ormuz volte gradualmente à normalidade nas próximas semanas, restabelecendo uma das principais artérias do comércio mundial de energia.