
Trinta e uma novas espécies foram catalogadas: algumas parecem fantasmas flutuantes; outras lembram fitas brilhantes, balões translúcidos ou criaturas que parecem mais adequadas a outro planeta do que aos oceanos da Terra.
De acordo com o Schmidt Ocean Institute, a expedição xplorou um dos ecossistemas menos compreendidos do planeta.
Entre os animais recém-identificados estão águas-vivas, ctenóforos, estranhas criaturas vermiformes e organismos unicelulares gigantes, grandes o suficiente para serem vistos a olho nu. Também foram encontrados lulas-de-vidro e um polvo pelágico se alimentando de uma água-viva vermelha brilhante. Os pesquisadores disseram estar surpresos não apenas com a quantidade de animais encontrados, mas também com a sua diversidade. Muitas espécies desenvolveram corpos transparentes, tentáculos delicados e formatos incomuns que as ajudam a sobreviver nas águas escuras, muito abaixo da superfície do oceano.
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Muitas dessas criaturas vivem na zona mesopelágica, um vasto habitat localizado entre a superfície iluminada pelo sol e o fundo do mar. Apesar de ser o maior ecossistema habitável da Terra, os cientistas afirmam que ele continua sendo um dos menos explorados.
"O maior habitat da Terra, a zona mesopelágica, está repleto de animais incríveis que estamos apenas começando a compreender", disse Karen Osborn, cientista-chefe da expedição e pesquisadora do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, em um comunicado divulgado pelo Instituto Oceanográfico Schmidt, que tem sede em Palo Alto (Califórnia, EUA).


