Estudantes de engenharia criam cadeira de rodas impressa em 3D e fazem cão que nasceu sem patas voltar a andar por apenas R$ 448

Em Brasília, alunos do CEUB transformaram a impressão 3D em uma cadeira de rodas 3D para cães e devolveram o movimento ao poodle Bili por R$ 448, 63% menos que o de loja. E não é caso único: estudantes de engenharia de Santa Catarina tocam projetos de baixo custo parecidos.

Um grupo de estudantes de engenharia desenvolveu uma cadeira de rodas de baixo custo utilizando tecnologia de impressão 3D e conseguiu transformar a vida de Bili, um cão que nasceu sem as patas traseiras. O equipamento, produzido por apenas R$ 448, devolveu ao animal a capacidade de se locomover com autonomia.

O projeto surgiu com o objetivo de criar uma solução acessível para animais com deficiência motora, já que equipamentos semelhantes costumam ter preços elevados e, muitas vezes, ficam fora do alcance de tutores e organizações de proteção animal.

Para desenvolver a cadeira, os universitários utilizaram softwares de modelagem tridimensional e uma impressora 3D para fabricar as peças sob medida. O modelo foi adaptado às necessidades específicas de Bili, garantindo conforto, estabilidade e liberdade de movimento.

Após receber o equipamento, o cão passou por um período de adaptação e rapidamente começou a caminhar. Imagens divulgadas pelos responsáveis pelo projeto mostram Bili se movimentando com facilidade, correndo e explorando os ambientes de forma independente.

Segundo os criadores, a iniciativa demonstra como a tecnologia pode ser aplicada para promover inclusão e bem-estar animal. Além do baixo custo, a impressão 3D permite personalizar os dispositivos de acordo com o porte e as características de cada animal, reduzindo o tempo de fabricação e ampliando o acesso a esse tipo de recurso.

O sucesso do caso de Bili tem chamado a atenção de protetores, veterinários e entidades ligadas à causa animal, que veem na inovação uma alternativa viável para melhorar a qualidade de vida de cães e outros animais com limitações físicas.

A expectativa dos estudantes é aperfeiçoar o projeto e disponibilizar os modelos para que mais animais possam ser beneficiados no futuro, reforçando o potencial da engenharia e da tecnologia como ferramentas de transformação social.