
A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. O número de mortos causado pelos dois fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24) subiu para 589, segundo balanço oficial divulgado nesta sexta-feira (26). Além das vítimas fatais, 2.980 pessoas ficaram feridas, enquanto centenas ainda são consideradas desaparecidas.
Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de intervalo e provocaram destruição em diversas cidades do norte venezuelano. O estado de La Guaira, próximo à capital Caracas, foi o mais afetado, com prédios residenciais, hospitais, escolas e estabelecimentos comerciais reduzidos a escombros.
As equipes de resgate seguem trabalhando de forma ininterrupta na tentativa de localizar sobreviventes. Bombeiros, militares e voluntários utilizam equipamentos especializados e cães farejadores para vasculhar áreas destruídas, enquanto o tempo é considerado decisivo para encontrar pessoas com vida sob os destroços.
A tragédia mobilizou uma ampla operação internacional de ajuda humanitária. Países como Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos e Canadá, além de agências da Organização das Nações Unidas (ONU), enviaram equipes de resgate, médicos, hospitais de campanha, medicamentos e toneladas de alimentos e água potável para atender a população atingida.
O governo venezuelano decretou estado de emergência nas regiões mais afetadas e orientou moradores a permanecerem longe de edificações com risco de desabamento, devido à possibilidade de novos tremores. Milhares de famílias perderam suas casas e foram encaminhadas para abrigos temporários.
Especialistas alertam que o número de vítimas pode continuar aumentando à medida que os trabalhos de remoção dos escombros avançam e novas áreas isoladas são alcançadas pelas equipes de socorro.


