Novo navio da Marinha construído em Santa Catarina reforça defesa com mísseis e metralhadoras

Fragata da Classe Tamandaré será lançada nesta 6ª feira (26.jun) em Itajaí; tem capacidade de monitorar ambientes marítimos, terrestres e aéreos

A Marinha do Brasil deu mais um passo no processo de modernização de sua frota com o lançamento da Fragata F202 Cunha Moreira, terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré. Construído em Itajaí (SC), o navio foi apresentado nesta sexta-feira (26) e será empregado em missões de defesa, patrulhamento e proteção das águas jurisdicionais brasileiras.

Projetada com tecnologia de última geração, a fragata possui capacidade para operar mísseis antinavio, mísseis antiaéreos de lançamento vertical, torpedos antissubmarino, um canhão de 76 milímetros de tiro rápido e metralhadoras de 12,7 milímetros. O navio também conta com sistemas modernos de guerra eletrônica e de defesa contra ataques por mísseis.

Além do poder de fogo, a embarcação é equipada com radares de vigilância aérea e de superfície, sonar de casco, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, que permitem monitorar e identificar ameaças em diferentes ambientes operacionais. Outro diferencial é a tecnologia stealth, que reduz a assinatura da fragata nos radares, aumentando sua capacidade de operar com maior discrição em missões estratégicas.

A F202 Cunha Moreira integra o Programa Fragatas Classe Tamandaré, considerado um dos principais projetos de renovação da Esquadra brasileira. As embarcações foram desenvolvidas para atender aos padrões de interoperabilidade da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), permitindo atuação conjunta com marinhas de outros países em operações internacionais.

Além do fortalecimento da capacidade militar, o programa impulsiona a indústria nacional de defesa, com parte significativa da construção sendo realizada em território brasileiro e transferência de tecnologia para empresas nacionais.

O primeiro lote do programa prevê a construção de quatro fragatas. A F200 Tamandaré já foi incorporada à Marinha, a F201 Jerônimo de Albuquerque passa por testes no mar, enquanto a F203 Mariz e Barros está em fase de construção, com lançamento previsto para 2027.

Com a entrada gradual das novas embarcações em operação, a Marinha busca ampliar sua capacidade de vigilância e proteção da chamada "Amazônia Azul", área marítima de aproximadamente 5,7 milhões de quilômetros quadrados, considerada estratégica para a economia e a soberania do Brasil.