
Vila Bela da Santíssima Trindade, primeira capital de Mato Grosso e um dos maiores municípios em extensão territorial do Estado, começa a viver uma transformação histórica nas suas estradas estaduais não pavimentadas.
Durante décadas, moradores das comunidades rurais, glebas e assentamentos enfrentaram o isolamento provocado pelas dificuldades de acesso, principalmente no período chuvoso, quando muitos trechos se transformavam em verdadeiros desafios para o transporte de pessoas, produção e serviços essenciais.
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A esquerda, continuação da rodovia MT 199 na entrada da Vila Miranda e ação da associação do grande Palmarito.
Mas essa realidade começa a mudar com a força do associativismo rural. Criada para atuar na manutenção e conservação das rodovias estaduais MT-199 e MT-265, a Associação dos Produtores Rurais da Grande Palmarito colocou em campo uma verdadeira força-tarefa: o “Time Palmarito”.
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Escavadeiras chinesas escavam lateral da estrada e descarregam no leito oficial para levantar a pista.
O grupo de máquinas que avança pelas estradas é formado por duas escavadeiras chinesas, duas pás carregadeiras, uma patrola e um caminhão-pipa, equipamentos fundamentais para transformar antigos trechos tomados por buracos e dificuldades em vias preparadas para o tráfego.
Toda essa estrutura de máquinas foi doada pelo Governo do Estado à Associação dos Produtores Rurais da Grande Palmarito, fortalecendo o trabalho de recuperação e conservação das rodovias estaduais dentro do território vilabelense.
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Caminhão Melosa foi adquirido com recursos dos próprios associados.
Além dos equipamentos recebidos, a própria associação também investiu recursos dos produtores para ampliar sua capacidade operacional. Entre os investimentos estão um caminhão prancha, utilizado para o transporte das máquinas, e um caminhão melosa, que acompanha a equipe realizando serviços de abastecimento e lubrificação dos equipamentos.
Segundo o presidente da Associação dos Produtores Rurais da Grande Palmarito, agricultor e pecuarista Roberto Jonas de Macedo, nunca na história de Vila Bela as estradas estaduais receberam um cuidado semelhante.
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O presidente da associação Roberto Macedo, além de agricultor e pecuarista inspeciona andamento das obras.
“Nunca na história de Vila Bela as estradas estaduais foram tão bem cuidadas como estão sendo agora”, afirmou.
Segundo Roberto, além da recuperação das rodovias, diversas pequenas pontes de madeira estão sendo substituídas por novas estruturas, garantindo mais segurança para quem depende diariamente dessas vias.
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Pôr onde associação passa estrada se transforma num verdadeiro tapete marrom.
“Quem vive no mato, nas glebas e nos assentamentos não pode viver no isolamento. Estradas de qualidade e rápidas são fundamentais para melhorar a vida do povo humilde e simples que vive na nossa fronteira”, destacou.
Segurança também entra no planejamento
Com a melhoria das condições das estradas, a associação já planeja uma nova etapa: a instalação de placas de sinalização em pontos estratégicos.
Roberto Macedo alerta que a recuperação das vias precisa vir acompanhada de responsabilidade dos motoristas.
“Tem piloto andando a 120 quilômetros por hora em estrada onde o limite recomendado é 80. Precisamos prevenir antes que aconteçam acidentes graves”, afirmou.
Produtores são chamados a participar
O presidente da associação também fez um pedido de apoio aos produtores rurais da Grande Palmarito, associados ou não.
Segundo ele, em muitos pontos é necessário ampliar as laterais das estradas, o que pode exigir a retirada ou deslocamento de cercas dentro das propriedades.
“Muitas estradas ainda estão fora do padrão de 40 metros. Às vezes precisamos fazer remoção de cerca para garantir um trabalho de qualidade e duradouro. A compreensão dos produtores é fundamental”, explicou.
Roberto também pede apoio dos fazendeiros para disponibilizar locais de alojamento para a equipe, já que as máquinas avançam cada vez mais para regiões distantes das pequenas comunidades.
Do abandono histórico ao avanço da fronteira
Enquanto grandes frentes de pavimentação avançam na construção da Rota Bioceânica em território vilabelense, o Time Palmarito segue abrindo caminho pelas estradas de chão.
Depois de passar pela antiga Vila Miranda, a equipe segue rumo à comunidade Poção, distante cerca de 15 quilômetros, levando máquinas gigantes que trabalham na preparação do leito da rodovia.
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Pá carregadeira limpa lateral da estrada melhorando a visibilidade dos motoristas.
O serviço segue uma sequência técnica: as escavadeiras fazem a movimentação do solo, as pás carregadeiras trabalham na limpeza das laterais, a patrola espalha o material e o caminhão-pipa realiza o controle da umidade para a compactação.
Na etapa final entram os caminhões basculantes, responsáveis pelo transporte do cascalho para dar o acabamento definitivo ao “tapete” não pavimentado.
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Caminhão prancha adquirido pelos associados e pipa doado pelo Governo do Estado.
A Associação dos Produtores Rurais da Grande Palmarito aguarda a chegada de dois caminhões basculantes prometidos pelo Governo do Estado. Os veículos já foram adquiridos pelo Estado e aguardam apenas a instalação das caçambas pela empresa Galego para, posteriormente, serem distribuídos.
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Entroncamento Comunidade Poção com MT 199. Time "Palmarito" segue rumo a Ponta do Aterro.
A chegada desses equipamentos representará um importante reforço para o trabalho da associação. Atualmente, cada caminhão alugado tem custo aproximado de R$ 20 mil por mês. Com dois caminhões à disposição, a economia estimada chega a cerca de R$ 40 mil mensais, recursos que poderão ser aplicados na continuidade dos serviços nas rodovias.
Expectativa pelo reforço do “governador Otaviano Pivetta
Para Roberto Macedo, o apoio do Governo do Estado tem sido fundamental para a transformação da infraestrutura da região.
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O governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta e Roberto Macedo na Ponta do Aterro.
“Vila Bela, a princesinha Negra do Guaporé, está ficando cada dia melhor. A região nunca viu um volume tão grande de obras como estamos vendo agora”, declarou.
Em uma manifestação pessoal de apoio político, o presidente da associação afirmou:
“Somos Pivetta 26, para Vila Bela ficar gigante de vez”.
Com máquinas trabalhando diariamente, pontes sendo renovadas e produtores unidos em torno de um mesmo objetivo, Vila Bela começa a deixar para trás um passado de dificuldades e avança para uma nova fase de desenvolvimento na fronteira de Mato Grosso.


