
O Líbano exige retirada total de Israel do sul do país e condiciona o avanço das negociações a um cronograma rigoroso para a saída das forças israelenses da região. Segundo a teleSUR, a delegação libanesa em Washington defende que qualquer diálogo dependa da definição precisa das áreas de retirada militar, em meio a uma ofensiva que deixou milhares de mortos, feridos e deslocados.
De acordo com informações divulgadas pela emissora, uma fonte ligada às negociações afirmou nesta sexta-feira (26), que Beirute manteve posição firme durante a quinta rodada de conversas indiretas em solo norte-americano. A exigência libanesa levou à prorrogação das tratativas, anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos como parte dos esforços diplomáticos para reduzir as tensões entre Líbano e Israel.
As forças israelenses mantêm presença em pontos como o Castelo de Beaufort e outras localidades do sul libanês. Para o governo do Líbano, a retirada completa é condição central para consolidar o cessar-fogo e permitir o retorno gradual da normalidade às comunidades atingidas pelo conflito.
O presidente libanês, Joseph Aoun, reiterou que os esforços em curso buscam consolidar o cessar-fogo, retirar as tropas israelenses, mobilizar o Exército do Líbano no sul, viabilizar o retorno dos deslocados internos e iniciar a reconstrução das áreas afetadas.
A agressão militar israelense contra o Líbano deixou mais de 4.200 mortos, 12 mil feridos e cerca de um milhão de deslocados, segundo os dados citados pela teleSUR. A devastação amplia a pressão sobre as negociações e reforça a cobrança libanesa por garantias concretas de retirada militar.
A continuidade da rodada de negociações em Washington ocorre em um cenário de forte tensão regional. Para Beirute, a saída das forças israelenses do sul do país é vista como passo indispensável para restabelecer a soberania libanesa, reduzir o risco de nova escalada e permitir o avanço de medidas de reconstrução.


