
O urologista José Esteves explica que cuidar da saúde também é uma questão de prevenção e a data pode ser um alerta para que eles deixem de lado a resistência em procurar atendimento médico e mantenham os exames em dia.
“O homem, em geral, tem de ter um cuidado especial na parte reprodutiva, tem que ter o cuidado de evitar infecções, doenças sexualmente transmissíveis, mas quando tiver, tem que fazer um tratamento adequado para não haver sequelas. O estilo de vida é muito importante, a qualidade de vida, a fertilidade masculina é muito importante”, orientou.
Esteves acrescenta que doenças causadas por infecções, uso de drogas, álcool, entre outros fatores podem alterar a reprodução humana masculina e prejudicar a fecundação, assim como o sedentarismo.
Esses cuidados podem prevenir até mesmo a incidência de câncer. O câncer de próstata é o segundo tipo mais letal entre os homens no Brasil, causando cerca de 48 mortes diárias e mais de 17.500 óbitos anuais. Quando a doença é diagnosticada em estágios iniciais, as chances de cura chegam a superar 90%.
“A mulher, ela é bem mais determinada, ela se previne do câncer ginecológico desde a sua fase jovem. O homem vai procurar, geralmente, em torno dos 50, 60 anos de idade, onde já tem um descenso muito grande da sua vida”, alertou o especialista.
De acordo com o médico, o ideal é desde jovem manter uma atividade sexual saudável, cuidados com a reprodução e cuidar da vida em si, evitar uso de substâncias que causem dependência química e não deixar de frequentar com regularidade as consultas médicas preventivas.
Quando surgiu o dia do homem?
Embora seja comemorado em 19 de novembro em outros países, o Dia do Homem é celebrado em 15 de julho no Brasil. Ambas as datas têm o propósito de chamar a atenção da sociedade para problemas e circunstâncias que possam atingir, em especial, o sexo masculino. Além disso, ambas foram instituídas na década de 1990.
No Brasil, a data foi proposta pela Ordem Nacional dos Escritores em 1992. Desde esse ano, as atenções para tal data vêm se tornando crescentes, sobretudo por parte de autoridades políticas e por núcleos de especialistas na saúde do homem.



