
Uma casa flutuante feita com papelão reciclado entrou no Rio Tâmisa e conseguiu navegar sem se desfazer na água. A estrutura tinha espaços para dormir, cozinha, motor e até uma âncora.
Harry Dwyer e Charlie Waller, integrantes do Aircraft Workshop, participaram da construção batizada de This Way Up, expressão que significa Este Lado para Cima. O trabalho foi concluído em 10 dias por uma equipe formada para desenvolver o projeto.
As informações sobre a montagem foram publicadas por Harry Dwyer, página oficial de um dos criadores do projeto. Trinity Buoy Wharf, centro de artes e cultura na região portuária londrina, registrou o lançamento em 29 de abril de 2016.Papelão descartado virou a estrutura de uma casa flutuante
A embarcação foi construída em uma oficina localizada em Trinity Buoy Wharf, na região portuária de Londres. O material principal veio de papelão descartado encontrado no próprio local.

Harry Dwyer, página oficial de um dos criadores do projeto, informa que a equipe levou 10 dias para concluir a casa flutuante. O registro também identifica o papelão descartado como a base da construção.
Como o papelão foi protegido da água
O principal desafio estava na fragilidade do material. O papelão absorve umidade e perde resistência quando fica molhado, condição que poderia comprometer rapidamente a estrutura no Rio Tâmisa.
Depois da montagem, a embarcação recebeu um acabamento impermeável. Essa proteção formou uma barreira entre o papelão e a água durante o lançamento e o deslocamento pelo rio.
A impermeabilização permitiu realizar a experiência, mas não transformou o material em uma solução permanente. A composição detalhada do acabamento e o tempo de duração dessa proteção contra a água não foram divulgados.
Beliches e cozinha ocuparam o interior da embarcação
A pequena casa flutuante não funcionava apenas como uma plataforma vazia. O interior recebeu beliches e cozinha, criando um ambiente parecido com o de uma moradia compacta.

Uma vigia permitia observar o lado externo. Esse tipo de janela, comum em barcos, possui formato pequeno e ajuda a levar luz ao interior sem exigir uma grande abertura na parede.
A construção também ganhou motor e âncora. O motor permitia movimentar a embarcação, enquanto a âncora ajudava a mantê la parada quando necessário.
Trinity Buoy Wharf, centro de artes e cultura na região portuária londrina, registrou a presença de dois lugares para dormir, motor, vigia e âncora no projeto.
Casa flutuante foi lançada no Rio Tâmisa
A embarcação saiu de Trinity Buoy Wharf e entrou nas águas do Rio Tâmisa, em Londres. Harry Dwyer e Charlie Waller acompanharam a navegação realizada com a estrutura pronta.
O lançamento aconteceu antes da apresentação programada para 30 de abril de 2016 no Grand Designs Live, evento britânico voltado a projetos de construção e moradia. A casa flutuante seria exibida como exemplo de aproveitamento de materiais descartados.
O barco conseguiu flutuar e navegar durante o teste. Não foram divulgadas informações sobre viagens longas, velocidade elevada ou permanência contínua na água.
Experiência não criou uma moradia permanente
Embora tivesse beliches, cozinha, motor e âncora, a embarcação não deve ser confundida com uma casa certificada para ocupação definitiva. O projeto funcionou como uma demonstração experimental de reaproveitamento.

Uma moradia permanente precisa suportar contato prolongado com a água, mudanças do clima e desgaste constante. A navegação no Rio Tâmisa não estabeleceu prazo de durabilidade nem apresentou autorização para uso residencial contínuo.
O teste comprovou apenas que a estrutura protegida conseguia sustentar pessoas e navegar naquele momento. O resultado não serve como orientação para construir barcos de papelão sem conhecimento técnico e medidas adequadas de segurança.
Ao transformar caixas descartadas em uma casa flutuante, os construtores deram ao papelão reciclado uma função difícil de imaginar. O material ganhou beliches, cozinha, motor e âncora antes de entrar em um dos rios mais conhecidos de Londres.


