
Segundo Rudzit, a melhor síntese da situação atual das Forças Armadas Brasileiras já havia sido feita de forma transparente pelo próprio ministro da Defesa, que assumiu publicamente a vulnerabilidade do país.
"Alguns talvez diriam sincericídio, mas não", avaliou o especialista. "Ele foi ao extremo de assumir essa realidade brasileira para ver se desperta a classe política para a situação que as Forças Armadas Brasileiras estão diante de um mundo que se transformou completamente."
Necessidade de reforma, não apenas de investimento
Para Rudzit, não basta aumentar os recursos destinados à defesa. É preciso, antes de tudo, reformar a estrutura do setor. "Não adianta só jogar mais dinheiro e continuar mais do mesmo", afirmou.
Contradição entre discurso e prática
Rudzit também apontou uma contradição significativa no governo de Lula. Apesar do discurso em favor dos investimentos em defesa, o ministério da área foi justamente o que sofreu a maior retenção no último corte orçamentário realizado pelo governo."Ou seja, a prática é um e o discurso dele é outro", concluiu o especialista.
Além disso, Rudzit comentou a questão das terras raras e o posicionamento do Brasil frente à China, maior refinadora do mineral no mundo. Para ele, o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nessa área levará décadas e exigirá uma política de Estado contínua, que transcenda governos.


