Do sonho ao chão preto: obra da Oeste surpreende empresário e muda a paisagem da fronteira

Placa na rotatória do Palmarito indica o caminho do futuro entre Brasil e Bolívia.

Obra da Oeste Construtora entre a Bolívia e Vila Bela transforma antigo sonho de mais de 40 anos em realidade e coloca o Oeste de Mato Grosso no centro de um novo ciclo de desenvolvimento

O que durante mais de quatro décadas foi apenas sonho, promessa e discurso começa a ganhar forma concreta na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. O avanço das obras de pavimentação da MT-199, executadas pela Oeste Construtora, surpreendeu o empresário do agronegócio Marco Antônio Seben, de Comodoro, que esteve no trecho entre a divisa boliviana e Vila Bela da Santíssima Trindade.


Marco Antônio Seben acredita que o trio Moretto, Mauro e Pivetta é o melhor para a região oeste despertada para um novo ciclo.

Ao acompanhar de perto os primeiros quilômetros de asfalto concluídos, Seben não escondeu a emoção diante da transformação da antiga estrada de chão.

“Nós sonhamos com esta obra há mais de 40 anos. Ver os primeiros quilômetros de asfalto prontos é muito gratificante.”

Para o empresário, a pavimentação representa muito mais do que uma rodovia. É a redução das distâncias, a abertura de novos mercados e a possibilidade de transformar a região em um grande polo de investimentos nas próximas décadas.

“O caminho entre Comodoro e a Bolívia está ficando cada dia mais curto”, afirmou Seben, destacando que a produção de soja, milho, algodão e proteína vermelha do Vale do Guaporé e do Chapadão dos Parecis poderá seguir pela MT-199, atravessar a Bolívia e alcançar os portos do Pacífico, com destino ao mercado asiático.

Na avaliação do empresário, a integração também poderá funcionar nos dois sentidos. Da Bolívia, Mato Grosso poderá importar produtos estratégicos para o agronegócio, como sal mineral e ureia, hoje trazida de mercados distantes.

A antiga “prima pobre” começa a virar protagonista


Chão preto já bateu na porta de San Ignácio de Velasco, divisa entre Brasil e Bolívia

A transformação da região também resgata um velho ditado popular: “os últimos serão os primeiros”.

Durante décadas, o Oeste de Mato Grosso foi tratado como a “prima pobre” do Estado, convivendo com estradas de chão, isolamento e promessas que nunca saíam do papel. Agora, a realidade começa a mudar.

Somente em Vila Bela da Santíssima Trindade, a primeira capital de Mato Grosso, são cerca de 120 quilômetros de obras de pavimentação em execução, colocando o município e toda a região de fronteira entre os maiores canteiros de obras rodoviárias do Estado.

Para Seben, o grande sonho ainda é maior: ver o “chão preto” avançar de Comodoro até a divisa com San Ignacio, consolidando definitivamente o Oeste como um grande polo agrícola e pecuário, integrado aos mercados internacionais.

“O nosso maior sonho é ver o chão preto de Comodoro até a divisa com San Ignacio, para que nossa região se transforme definitivamente num grande polo agrícola e pecuário, alimentando o mundo e oferecendo mais qualidade de vida ao tão sofrido povo brasileiro”, declarou.

O empresário também atribuiu a transformação recente à atuação conjunta de Walmir Moretto, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, que, segundo ele, conseguiram tirar a região da condição histórica de “ponta do mapa”.

Como dizia o eterno Zagallo, lembrou Seben: “em time que está ganhando não se mexe.”

“Moretto, Mauro e Pivetta transformaram, nos últimos anos, uma região que sempre ficou por último em uma das primeiras em investimentos. Agora é torcer e votar para Pivetta governar até 2030 e o progresso reinar em todo Mato Grosso”, finalizou, eufórico.

Pedrinho Lacerda: “sem promessas, mas com obra”


Pedrinho Lacerda numa histórica pose e a realização do maior sonho do povo fronteiriço. Chão preto virando realidade.


Pedrinho mostra mapa da histórica entre Brasil e Bolívia, afirmando que às obras no país vizinho começam ano que vem.


Quem também voltou ao trecho para acompanhar de perto a evolução da MT-199 foi o presidente do Comitê de Integração Brasil e Bolívia, Pedro Lacerda, o popular Pedrinho Lacerda.

Ligado historicamente à região de fronteira, Pedrinho conhece de perto o antigo sonho de integração. Sua família nasceu e se desenvolveu na região e chegou a possuir quase 50 mil hectares de terras.

Pedrinho acompanhou o avanço do trecho executado pela Oeste Construtora, que parte da divisa com San Ignacio e avança por aproximadamente 40 quilômetros no sentido de Vila Bela.

“A mudança que estamos vendo aqui é muito gratificante porque o sonho do povo fronteiriço está sendo realizado, sem promessas, mas com obra”, afirmou.

Segundo ele, o governo boliviano também vem articulando medidas para que a pavimentação avance do outro lado da fronteira.

“O governo boliviano está fazendo grandes articulações para que o trecho de San Ignacio saia do papel e vire obras como em Mato Grosso. Até o final do ano teremos a confirmação de quando as máquinas começam a roncar do outro lado da fronteira”, anunciou Pedrinho.

Se a previsão se confirmar, a integração rodoviária poderá deixar de ser apenas um projeto regional para se transformar em um dos principais corredores de comércio entre Mato Grosso, Bolívia, portos do Pacífico e o continente asiático.

Mura dá nota 10 à Oeste


A esq. José Mura e o engenheiro Duílio Moraes Moretto. Nota 10 pela qualidade e produtividade.


Outro empresário que ficou impressionado com o ritmo dos trabalhos foi
José Mura, profundo conhecedor do setor produtivo e de obras rodoviárias em Mato Grosso.

Depois de acompanhar a execução, Mura fez questão de elogiar o trabalho desenvolvido pelo engenheiro Duílio e toda a equipe da Oeste Construtora.

“O engenheiro Duílio e toda sua equipe estão de parabéns porque não é em qualquer lugar que você vê uma impressionante produtividade numa obra de asfalto com tanta qualidade e perfeição em todos os aspectos, seja de limpeza, aterros, compactação e capa asfáltica”, declarou.

Mura resumiu sua avaliação em uma nota máxima:

“Nota 10 para a Oeste Construtora.”

Para ele, a produtividade alcançada impressiona: 10 quilômetros de asfalto executados em apenas três meses de obra, resultado que considera expressivo para uma região de fronteira e com características próprias de logística e terreno.


Mura dá nota 10 ao encarregado geral da Oeste Rafael Campos e sua equipe de colaboradores por produzir 10 kilometros de asfalto em 90 dias. Recorde inigualável.

A previsão da Oeste Construtora é avançar ainda mais nos próximos meses e chegar ao Natal com 20 quilômetros de asfalto concluídos.

Se o cronograma for mantido, o Papai Noel poderá trocar a velha estrada de chão pelo recém-nascido “chão preto” da MT-199.

E, na fronteira, a simbologia é poderosa: depois de décadas de espera, o asfalto começa a anunciar não apenas o fim de um sonho antigo, mas o nascimento de um novo ciclo de desenvolvimento para o povo do Oeste de Mato Grosso.

Promessas saindo. Asfalto entrando.