
O jornalista e engenheiro Claudio Carsughi morreu nesta quinta-feira (10), aos 93 anos. Referência do jornalismo esportivo brasileiro, ele construiu uma carreira de mais de sete décadas com atuação no futebol, na Fórmula 1 e na cobertura da indústria automobilística.
Do automobilismo ao jornalismo esportivo
Carsughi acompanhou de perto o desenvolvimento da indústria automobilística brasileira. Em 1956, participou da avaliação da Romi-Isetta, um dos primeiros automóveis produzidos no país.
Ele trabalhou durante 25 anos na revista Quatro Rodas, onde foi o primeiro jornalista a ver e testar o Volkswagen Gol. Também passou pelas revistas Oficina Mecânica e Auto&Técnica.
Na Fórmula 1, ficou conhecido por análises que iam além do desempenho dos pilotos, com atenção à mecânica dos carros, ao funcionamento dos motores e às estratégias adotadas pelas equipes.
Cobertura da morte de Ayrton Senna
Um dos episódios mais marcantes da carreira ocorreu em maio de 1994. Ao acompanhar transmissões em ondas curtas de uma rádio italiana, Carsughi foi o primeiro jornalista no Brasil a noticiar a morte cerebral do piloto Ayrton Senna, após o acidente durante o Grande Prêmio de San Marino.
Ao longo da carreira, também trabalhou na televisão, com passagens pela ESPN Brasil e pelo SporTV, e mais tarde manteve atuação no ambiente digital.
Filha presta homenagem
A morte foi confirmada também por meio de uma homenagem publicada pela filha, a jornalista Claudia Carsughi, no portal mantido pela família.
No texto, intitulado “Ao Mestre Carsughi, com carinho”, ela destacou a ética, a objetividade e a retidão que marcaram a trajetória profissional do pai.
Claudia também relembrou uma frase usada por Carsughi para explicar a escolha pelo jornalismo:
“Resolvi fazer aquilo que eu amava e nada melhor que passar a vida trabalhando, assim o trabalho virou prazer.”


