
Um empreendimento estimado em R$ 1,5 bilhão, uma gigantesca roda-gigante em construção e a promessa de transformar Cuiabá em um dos principais polos de entretenimento do país. Do outro lado, a região Oeste de Mato Grosso enfrenta a falta de moradias populares, a espera por um hospital regional em Pontes e Lacerda e a execução de pavimentação pelo sistema TSD, conhecido popularmente como asfalto casca de ovo.
É nesse contraste que surge uma pergunta incômoda: quais foram as prioridades do governo Mauro Mendes nos últimos sete anos e quem efetivamente se beneficiou dos investimentos públicos?
O Parque Novo Mato Grosso, empreendimento de grande porte associado ao Grupo Bom Futuro, tornou-se um dos símbolos dessa discussão. A dimensão do projeto desperta questionamentos sobre a distribuição dos recursos estaduais, sobretudo quando municípios do interior ainda reivindicam serviços básicos.

Roda gigante do Parque Novo Mato Grosso será a grande atração onde o governo Mauro Mendes irá despejar 1.5 bilhões que daria pra construir 10 mil moradias popular. Dia 4 será o dia da grande prova nas urnas.
Em Pontes e Lacerda, a população cobra um hospital regional e políticas habitacionais capazes de atender famílias que vivem de aluguel e enfrentam dificuldades para construir a própria casa. Em Vila Bela da Santíssima Trindade, a demanda por moradia e infraestrutura também permanece no centro das preocupações.

A população da região oeste, incluindo parte da vizinha Rondônia é socorrida em Pontes e Lacerda, Cáceres ou Cuiabá. Ambulanceterapia precisa acabar urgente em Mato Grosso porque o povo não aguenta mais tanto sofrimento.
Na infraestrutura rodoviária, outra questão exige esclarecimentos. A pavimentação da MT-199, na região de Vila Bela, utiliza o Tratamento Superficial Duplo (TSD), técnica cuja adequação ao tráfego pesado de caminhões carregados de soja, gado e outras mercadorias precisa ser examinada à luz do projeto, das especificações e dos contratos.

Na saída de Vila Bela, sentido Bolívia placa do governo Mauro Mendes indica valores, kilometragem, responsável técnico, mas, não indica o tipo de asfalto. Dentro de poucos dias o mistério será desvendando porque vai começar a tão sonhada capa asfáltica. Mas, cuidado prá não cair da cama...

Outra placa na saída de Vila Bela, sentido Ricardo Franco indica tudo, menos o tipo de asfalto TSD ( tratamento superficial duplo) específico prá cargas leves e não carga pesada que sairá da região carregadas com soja e boi. O asfalto casca de ovo não vai aguentar 4 anos e vai estourar tudo. Quase 200 milhões em 120 kilometros jogado fora é a triste realidade dos sonhadores do Guaporé.
A crítica não é à necessidade de obras ou de investimentos em entretenimento. O questionamento é sobre a prioridade dada a cada empreendimento e a capacidade do governo de atender, simultaneamente, às necessidades essenciais da população.

Rolos compactadores, tipo pé de carneiro trabalham em trecho sentido Ricardo Franco.
R$ 1,5 bilhão em perspectiva
Se o valor de R$ 1,5 bilhão fosse destinado integralmente à habitação popular, uma simulação com unidades de R$ 150 mil permitiria construir cerca de 10 mil casas. O mesmo montante poderia financiar hospitais, dependendo do porte e da estrutura de cada unidade.
É uma comparação ilustrativa, não uma afirmação de que todo esse valor tenha saído dos cofres públicos. A composição dos investimentos, as contrapartidas privadas e os compromissos financeiros do Estado precisam ser detalhados para que a população conheça o custo efetivo do empreendimento.
A prova popular
Mauro Mendes deixou o governo estadual para disputar uma vaga no Senado, levando consigo o legado de sua administração. A eleição de 4 de outubro será uma oportunidade para os eleitores avaliarem esse período, considerando as obras realizadas, os serviços prestados e as demandas que continuam sem solução.
Na região Oeste, a discussão envolve muito mais do que asfalto. Envolve saúde, moradia, oportunidades e a expectativa de que a riqueza produzida em Mato Grosso se traduza em qualidade de vida para quem vive e trabalha no estado.

No próximo dia 4 de outubro a região oeste de Mato Grosso irá julgar os 7 anos de governo Mauro Mendes. Resultado sairá das urnas.
A pergunta que fica é direta: na prova popular de 4 de outubro, Mauro Mendes será aprovado ou reprovado pelos eleitores?


