
Antes de sentar na cadeira de governador, Otaviano Olavo Pivetta conheceu Mato Grosso de um jeito bem diferente: na boleia de um caminhão.
Filho de Telídio Pivetta, ex-prefeito de Caiçara, no Rio Grande do Sul, o jovem gaúcho cruzou o Brasil em busca de oportunidades e encontrou em Lucas do Rio Verde o lugar para fincar raízes, construir sua vida e transformar sonhos em projetos.
Foi ali, no coração do Médio-Norte, que começou a trajetória política de um homem que não escondia uma ambição: um dia governar Mato Grosso com o voto direto da população.
O caminho, entretanto, foi longo.
Vieram a construção de uma vida empresarial, a política municipal, os mandatos, a experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, a Assembleia Legislativa e, posteriormente, dois mandatos como vice-governador.
Em 2026, depois de assumir o Governo de Mato Grosso com a saída de Mauro Mendes, Pivetta chegou às urnas diante do desafio que havia perseguido durante décadas: deixar de ser apenas o vice e buscar, diretamente do eleitor, a legitimidade para comandar o Estado.
E o resultado deste domingo transforma a trajetória em história.
O homem que um dia cruzou o Brasil na boleia de um caminhão agora recebe das urnas mato-grossenses o mandato de governador escolhido diretamente pelo povo.
Da pequena Caiçara, no Rio Grande do Sul, passando pelas estradas e lavouras de Lucas do Rio Verde, até o Palácio Paiaguás, a trajetória de Pivetta é também um retrato de um Mato Grosso que cresceu junto com aqueles que chegaram de longe para construir uma nova vida.
A política pode ter muitas versões. Mas algumas histórias são difíceis de ignorar.
A de Otaviano Pivetta começa numa estrada, ganha raízes em Lucas do Rio Verde e, agora, chega ao comando de Mato Grosso pelas urnas.
Do caminhão ao Paiaguás.
Uma viagem de milhares de quilômetros que levou décadas para chegar ao destino.


