
A pesquisa ouviu 1.701 indústrias de todo o Brasil, entre 3 e 12 de agosto. Apesar de continuarem no topo das dificuldades, os juros foram citados por menos empresas do que em 2025, quando o índice chegou a 80% nas operações de curto e médio prazo.
Além das taxas elevadas, as exigências de garantias, como imóveis e outros bens, foram apontadas por 33,4% das empresas. A burocracia também aparece entre os obstáculos.
Pequenas indústrias enfrentam mais dificuldades
Quase metade das indústrias (49,9%) não tentou contratar ou renovar crédito de curto ou médio prazo entre fevereiro e julho deste ano. Apenas 22,9% conseguiram financiamento, enquanto 7,5% tentaram, mas não tiveram sucesso.
Entre as empresas que efetivamente buscaram crédito, a taxa de insucesso subiu de 20% para 24,7% no curto e médio prazo. No longo prazo, passou de 33% para 37,2%.
As pequenas e médias indústrias foram as mais afetadas. Nos financiamentos de longo prazo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram os recursos procurados, contra 29,9% das grandes empresas.
Empresas usam crédito para pagar despesas
A pesquisa também mostrou que 28,7% das indústrias que buscaram, contrataram ou renovaram crédito de longo prazo apontaram o capital de giro como principal finalidade, superando os investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%).
Para facilitar o acesso aos financiamentos, os empresários defendem principalmente a redução dos custos tributários e administrativos, além da ampliação das linhas públicas de crédito e da simplificação das exigências bancárias.



