
Dois episódios envolvendo recursos públicos colocaram a Prefeitura de Mirassol D’Oeste sob questionamento. De um lado, um suposto ataque hacker com prejuízo estimado em R$ 1,3 milhão. De outro, irregularidades em arquivos bancários utilizados no pagamento de servidores, que resultaram em determinação de ressarcimento superior a R$ 414 mil.
Procurado pelo Navegador MT, o prefeito Héctor Alvares Bezerra apresentou explicações sobre os dois casos.
Caso hacker: perícia contratada, laudos aguardados
Segundo o prefeito, uma empresa especializada foi contratada para realizar perícia cibernética, e o caso foi encaminhado à delegacia especializada em crimes cibernéticos, em Cuiabá.
Héctor afirmou que a administração aguarda os laudos para uma audiência na Justiça Federal.
A informação indica que ainda há etapas a esclarecer. Até o momento, não foram apresentados ao Navegador MT os resultados da perícia nem informações atualizadas sobre quanto dos recursos foi recuperado.

O saxofonista e prefeito de Mirassol Hector Bezerra deu sua versão, mas os casos continuam abertos e a população espera por punição aos culpados
Em julho de 2025, uma portaria municipal determinou a suspensão temporária dos trabalhos de uma sindicância administrativa relacionada ao episódio. O prefeito ainda precisa esclarecer o desfecho desse procedimento interno.
Folha de pagamento: ressarcimento ainda precisa ser acompanhado
O Tribunal de Contas de Mato Grosso identificou irregularidades em arquivos bancários utilizados nos pagamentos de servidores. A decisão divulgada atribuiu a um servidor a obrigação de ressarcir R$ 414.584,61 aos cofres municipais, com atualização monetária.
O TCE-MT também aplicou multa ao prefeito, mas afastou sua responsabilidade solidária pelo ressarcimento desse débito.
Ao Navegador MT, Héctor Bezerra afirmou que o ex-funcionário foi julgado e terá de devolver os valores desviados, além de outros valores devidos ao município.
O prefeito acrescentou que os procedimentos foram revistos e que os bancos foram notificados.
A questão que permanece é objetiva: quanto já foi devolvido aos cofres públicos e quais medidas foram efetivamente implantadas para evitar novas irregularidades?
A população quer respostas
Os dois episódios são distintos, e não há comprovação de que estejam relacionados. Também não há base, neste momento, para afirmar que o prefeito tenha participado das irregularidades ou determinado o abafamento de uma investigação.
Mas a administração municipal precisa demonstrar os resultados das providências anunciadas.
O Navegador MT continuará acompanhando o caso e buscará informações sobre o andamento da investigação, a conclusão da sindicância e a recuperação dos recursos.


