EC 141: Nova legislação encerra escala 6×1 e reduz jornada de trabalho; veja cronograma completo de mudanças

A jornada máxima semanal, hoje de 44 horas, também será reduzida em etapas, mantendo-se inalterado o teto de oito horas diárias.

A Emenda Constitucional nº 141, promulgada nesta sexta-feira, 16 de outubro, traz profundas alterações na jornada de trabalho no Brasil, pondo fim ao regime de seis dias de labuta por um de descanso e reduzindo gradualmente a carga horária semanal, sem qualquer diminuição de remuneração para os trabalhadores.

Fim da escala tradicional e mais folgas

A principal mudança anunciada é a substituição da escala 6×1 — seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga — pelo modelo 5×2: cinco dias de atividade, seguidos de dois dias de descanso remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

A jornada máxima semanal, hoje de 44 horas, também será reduzida em etapas, mantendo-se inalterado o teto de oito horas diárias. O texto assegura expressamente que nenhuma redução de salário ocorrerá ao longo de todo o processo de transição.

Transição em fases: quando cada regra passa a valer

As novas disposições não entram em vigor imediatamente; há um cronograma de adaptação para empregadores e trabalhadores:
  • 16 de dezembro de 2026 (60 dias após a promulgação) — Fim da escala 6×1, implantação dos dois dias de folga e jornada limitada a 42 horas semanais.
  • 16 de dezembro de 2027 (12 meses após a primeira etapa) — Consolidação da jornada de 40 horas semanais, patamar que vigorará em caráter definitivo.
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Setores considerados essenciais — como saúde, segurança pública e transporte — poderão adotar regimes de compensação negociados por meio de acordos ou convenções coletivas, de modo a não prejudicar a continuidade dos serviços à população.

Repercussão

A medida é considerada um marco nas relações trabalhistas, sendo alvo de debates há anos. Defensores argumentam que a redução da jornada contribui para a qualidade de vida, saúde e produtividade do trabalhador, enquanto empregadores recebem o cronograma de transição como prazo suficiente para reestruturar equipes e operações.

Com a publicação oficial, empresas e trabalhadores terão pouco mais de dois meses para se preparar para a primeira leva de alterações, que já muda a rotina de milhões de brasileiros antes do fim do ano.